Pesquisadores do National Renewable Energy Laboratory (NREL), nos Estados Unidos, tentam desenvolver combustíveis sustentáveis a partir de restos de alimentos para abastecer aviões e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
Em parceria a Universidade de Dayton, da Universidade de Yale e do Laboratório Nacional de Oak Ridge, os cientistas conseguiram separar ácidos graxos voláteis da fermentação de resíduos de alimentos e convertê-los em moléculas de parafina simples. Estes componentes são similares aos combustíveis fósseis.
Materiais como óleo, gordura e graxa de vegetais e animais foram estudados, mas o uso dos resíduos alimentares aumenta a possibilidade de produção de biocombustíveis.
Os pesquisadores estimam que o uso de combustível sustentável reduzirá em 165% as emissões líquidas de carbono em comparação ao jato fóssil, além de evitar que milhões de toneladas de alimentos terminem em aterros. Alimentos em decomposição emitem gás metano, um gás 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono.
Pesquisas anteriores mostraram como interromper a geração de metano com fermentadores que transformam a energia do carbono dos resíduos alimentares e outros “resíduos úmidos” orgânicos em ácidos graxos voláteis.
Para Josh Heyne, professor associado de engenharia mecânica e aeroespacial da Universidade de Dayton e co-autor do artigo, os resultados obtidos ao transformar restos de alimentos em combustível de aviação sustentável com carbono negativo são promissores.
Os pesquisadores também testam a mistura de isoparafinas renováveis e parafinas de cadeia linear com o combustível convencional para descarbonizar os voos.






























