A histórica Salvador, capital do lindo estado da Bahia, é uma das três cidades brasileiras que faz parte do Projeto 100 Cidades Resilientes, da Fundação Rockfeller.
E o que muda participar desse projeto global?
“Em Salvador, por exemplo, a gente fez o primeiro workshop em abril para captar percepções, lançar o programa e começar a trabalhar com eles. Claro, um dos primeiros desafios que surgiram foram crime, violência, segurança. Mas como trabalhar a segurança se o policiamento é culpa do Estado? Isso não é questão de polícia, é uma questão de acesso a oportunidade, desigualdade social, capacitação. Tem sempre aquela história ‘a gente abre vaga, mas não consegue preencher, porque não têm pessoas que atendam os requisitos mínimos das vagas’… Isso é questão de educação!”, explica a gerente sênior do 100 cidades resilientes, Helena Monteiro.
Mas há um problema de fundo muito maior e o papel do diretor de resiliência é ser um ‘provocador’, fazer a integração da habitação trabalhar com transportes e de desenvolvimento urbano, para estudar como distribuir as oportunidades de instalação de estação de metrô com habitação e empresas para tentar diminuir as distâncias de deslocamento da população, por exemplo.
“Fizemos um exercício nesse workshop de identificar no mapa de Salvador, onde estavam esses grandes problemas. Em Lauro de Freitas (município baiano), é onde tem a mancha mais grave de violência. Isso também diz respeito a todas aquelas pessoas que estavam no pólo industrial que foram saindo das empresas, migraram para lá e precisam de emprego, precisam ser redirecionadas, senão, claro, vão pro crime. É esse tipo de visão mais holística que a gente tenta trazer para as cidades. E, de novo, não é reinventar a roda, não é só fazer projetos de transporte e de água, e sim fazer com que esses projetos já existentes sejam redesenhados para serem mais inclusivos”, conclui Helena Monteiro.






























