Com a adesão ao sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e sistemas agroflorestais, produtores do Semiárido conseguiram aumentar o seu lucro sem impactar o meio ambiente.
Segundo o zootecnista Rafael Tonucci, pesquisador da área de Forragicultura e Pastagens da Embrapa Caprinos e Ovinos (CE) o sistema permite integrar a produção vegetal, animal e florestal na propriedade.
Um estudo realizado pela Embrapa na região de Sobral, no Ceará, registrou uma produção de 25 a 30 toneladas de matéria verde em duas áreas de um hectare cada, o suficiente para alimentar o rebanho durante dois anos.
Na comunidade Sítio Areias, em Sobral, produtores já experimentam com sucesso a prática de sistemas de produção agroflorestais, com a criação de bovinos, caprinos, ovinos e suínos; a lavoura de milho e feijão; a produção agrícola de verduras e ervas medicinais.
Uma dos objetivos das pesquisas no semiárido é incentivar a sustentabilidade da produção agropecuária em diversos aspectos.
“As vantagens deste tipo de sistema para aquela região são de natureza biológica e socioeconômica. Biológica porque tem componentes diferentes no sistema, explorando luz, água e nutrientes, além da conservação do solo e da água. Nas questões socioeconômicas, temos a oportunidade do retorno de renda e a diversificação dos bens e serviços gerados”, explica o zootecnista Éden Fernandes.
Os sistemas de integração envolvem a produção de grãos, fibras, madeira, energia, leite ou carne na mesma área, em plantios em rotação, consorciação ou sucessão. O sistema funciona basicamente com o plantio, durante o verão, de culturas agrícolas anuais (arroz, feijão, milho, soja ou sorgo) e de árvores, associado a espécies forrageiras.
** Com informações da Embrapa































