A tempestade tropical Nate avança em direção ao México e aos Estados Unidos, após devastar países caribenhos e deixar 22 pessoas mortas.
Os países mais atingidos foram Costa Rica, Nicarágua e Honduras, que começaram a contabilizar os danos causados pela tempestade, que causou inundações, deslizamentos de terra e derrubou pontes. A saturação de água no solo ameaça novos deslizamentos.
Segundo os serviços de emergência, o Nate deixou 11 mortos na Nicarágua, oito na Costa Rica e três em Honduras, e vários desaparecidos.
Mais de 5 mil pessoas permanecem em abrigos na Costa Rica. O presidente da Costa Rica, Luis Guillermo Solis, anunciou três dias de luto pelas oito pessoas mortas e alertou que ainda há risco de inundações e deslizamentos de terra.
“Realizamos uma avaliação muito detalhada da situação climática. Está melhorando, mas não em Guanacaste (noroeste) e no sul. Esta situação é enganosa porque vai chover durante o fim de semana, o solo está saturado e já possibilidade de deslizamentos de terra”, disse Solis.
Na Nicarágua, há regiões isoladas devido a bloqueios nas estradas e milhares de famílias estão sem energia elétrica. O vice-presidente do país, Rosario Murillo, estima que pelo menos 15 pessoas morreram, mas não entrou em detalhes.
De acordo com o Centro Nacional de Furacões (NHC, sigla em inglês) dos Estados Unidos, a tempestade Nate deve chegar ao Golfo do México no fim de semana como furacão de categoria 1.
Autoridades do estado norte-americano da Louisiana decretaram estado de emergência e determinaram que as pessoas deixem as áreas costeiras e algumas ilhas antes da chegada do Nate, que está prevista para domingo.
O Nate é a oitava tempestade tropical a atingir o Caribe e os Estados Unidos. Desde o final de agosto, passaram pela região os Furacões Harvey, Irma, José, Katia, Lee e Maria.
Por que tanto furacão?
O aquecimento global é o responsável pela intensificação da força e o aumento na quantidade de furacões, segundo especialistas entrevistados pela BBC Brasil.
Neste ano, as tempestades tropicais estão acima da média anual. Segundo o pesquisador da Faculdade de Ciências Naturais do Imperial College London, Shuai Wang, a média de furacões é de 6,2 entre 1968 e 2016. Em 2017, já foram registrados sete furacões, sendo quatro de grandes proporções.
“Ainda é cedo para sabermos a quantidade de furacões que teremos em 2017. Mas já podemos dizer que tivemos tempestades mais intensas que a média histórica”, afirmou Wang.
** Com informações da Associated Press e do jornal Folha de S.Paulo































