Expedição da SOS Mata Atlântica analisa a qualidade da água na Billings e Guarapiranga

(Foto: Reprodução)

A Fundação SOS Mata Atlântica realiza expedição aos mananciais da Região Metropolitana de São Paulo para a navegação por 518 km nos reservatórios Billings e Guarapiranga. Entre os objetivos da ação estão a coleta e análise da qualidade da água, o mapeamento das fontes de poluição e agressão e o engajamento da comunidade local em busca de soluções de recuperação e conservação.

Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica, explica que a expedição tem como objetivo evidenciar como a crise da água na região metropolitana de São Paulo está mais diretamente ligada à precária condição e à poluição dos mananciais do que à escassez em si. “De toda represa Billings, apenas cerca de 8% da água é limpa e tem condições para abastecimento público, apesar de ser uma região de mananciais. A Billings tem capacidade para armazenar 1,2 trilhão de litros e é considerada o maior reservatório da região metropolitana de São Paulo”, comenta Malu.

Além disso, a expedição chama a atenção para a Campanha Saneamento Já, que pede a universalização do saneamento básico, praias limpas e o fim dos “rios mortos”. No link http://bit.ly/saneamentoja é possível assinar a petição online da campanha.

A iniciativa integra a Fundação SOS Mata Atlântica, a Campanha da Fraternidade 2016 e a ação Água Limpa é a Onda, em parceria com as ONGs Instituto-e e Uma Gota no Oceano, além de outras organizações apoiadoras por todo o Brasil.

Os indicadores levantados nesta expedição serão comparados com as análises realizadas no mesmo percurso em março de 2015, com o objetivo de constatar a evolução dos impactos que os mananciais sofreram em decorrência das variações do clima, das ações humanas, da cobertura florestal e do saneamento básico na região.