Que triste lembrar da tragédia em Brumadinho, que hoje completa três anos.

Depois de uma missa em homenagem às vítimas, dezenas de pessoas caminharam até o letreiro de Brumadinho, onde realizaram um ato público. Além das fotos, foram espalhadas cruzes com os nomes das pessoas e arranjos de flores. Foi feita a soltura de balões às 12h28, horário do rompimento da barragem da Minas Córrego do Feijão. Em seguida, os nomes de todas as vítimas foram lidos.
Ninguém foi preso ou culpado pelo desastre na barragem da Vale.
Foram 270 mortos. Seis pessoas ainda estão desaparecidas após o rompimento da barragem. “O Corpo de Bombeiros está aqui desde os primeiros minutos após o desastre, e esteve presente aqui todos os dias, 24 horas por dia, até hoje na data em que completa três anos. O grande avanço que tivemos ao longo dos anos não foi realmente na técnica de buscas, mas foi no sucesso que nós temos até o momento que é a identificação de todas as vítimas, com exceção das seis. E é um compromisso do comando da corporação de que vai permanecer aqui até que todas essas vítimas estejam devidamente identificadas”, disse ao jornal Estado de Minas o major Gleber Penido, do 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros.
O rio Paraopeba, destino dos 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos da mina Córrego do Feijão continua contaminado. O impacto em todo ecossistema do bioma é incalculável.
Por incrível que pareça, o governo de Minas Gerais assinou cinco novos acordos que preveem a ampliação da atividade no estado, elevando o já alto risco de novos desastres como a de Brumadinho.
Segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM), das 47 barragens de rejeitos em risco iminente de rompimento, 42 estão em Minas Gerais. Uma delas é a barragem de Serra Azul, onde a produção anual de minério de ferro passará de 1,6 milhão para 4,5 milhões de toneladas, com o aval do governo estadual.
É inadmissível. Triste Brasil.






























