Pesquisa da Escola de Saúde Pública e do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, em Porto Alegre, revelou que em 59% dos casos de contaminação mais comuns por agrotóxicos no Rio Grande do Sul acontecem na residência do trabalhador. Os outros 40% dos casos são acidentais.
Publicado na revista “Epidemiologia e Serviços de Saúde”, o estudo analisou 3.122 casos suspeitos de intoxicação notificados no Rio Grande do Sul entre 2011 e 2018.
Homens brancos com baixo nível de escolaridade são os mais intoxicados pelos produtos. Em 82% dos casos, a intoxicação foi aguda, ou seja, quando a pessoa foi exposta ao agrotóxico apenas uma vez em 24 horas.
A contaminação acidental superou a contaminação por uso habitual, uso ambiental e a tentativa de suicídio. As intoxicações por acidente estão associadas ao armazenamento em local de fácil acesso, o manejo inadequado das substâncias (incluindo a reutilização de embalagens) e a falta de equipamento de proteção individual (EPI).
“Há uma enorme limitação para a confirmação do diagnóstico de intoxicação por agrotóxicos mediante exames laboratoriais, os quais ajudariam a prescrever um tratamento mais específico. Não existem biomarcadores disponíveis para as principais substâncias utilizadas na agricultura”, diz o estudo.
As pesquisadoras esperam que o estudo seja utilizado no planejamento das ações da vigilância em saúde e políticas públicas para a proteção da saúde da população.






























