Agricultores brasileiros e cientistas se unem para desenvolver fertilizante orgânico

(Foto: EMBRAPA)

Um projeto coordenado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) uniu agricultores brasileiros com cientistas nucleares para otimizar a produção de alimentos e reduzir emissões de carbono, através de isótopos estáveis, técnica que permite verificar a eficácia de uma determinada prática agrícola.

Os cientistas verificaram a eficácia da adubação verde, também conhecido como Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN), que está substituindo a fertilização química nos campos.

Estudos recentes mostram que 76% de todo o nitrogênio em grãos e cereais colhidos são derivados de FBN. Os agricultores plantam vários tipos de feijão, incluindo feijão-de-porco e feijão-da-flórida, que possuem bactérias em suas raízes que convertem o nitrogênio do ar em uma forma que fertiliza o solo e alimenta as plantas.

“O custo do adubo orgânico no Brasil é estimado em cerca de 1 dólar o quilo de nitrogênio. Se considerarmos não apenas a FBN associada à adubação verde, mas todos os benefícios econômicos dela, ou seja, incluindo a produção de grãos de soja, estima-se que a substituição de fontes químicas de nitrogênio pelo nitrogênio derivado da FNB na agricultura brasileira resultaria em uma economia de até 13 bilhões de dólares por ano”, explica Urquiaga, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agrícola (EMBRAPA).

Embora seja considerado necessário utilizar pelo menos alguns fertilizantes químicos para que a produção seja economicamente viável, a integração da fixação biológica de nitrogênio com operações agrícolas comerciais tem o potencial de reduzir significativamente as emissões de gases com efeito de estufa, minimizando a necessidade de fertilizantes sintéticos.

** Com informações da ONU Brasil