Ações socioambientais marcam Dia da Amazônia

Foto - Divulgação/ Ministério do Meio Ambiente
No Dia da Amazônia, a Natura instalou em Brasília um contador de árvores derrubadas na região amazônica em tempo real. O local escolhido para a intervenção é o telão do Conic, que tem 1.060m² e é o maior painel digital da América Latina. A ação faz parte da campanha “O Poder está em Nossas Mãos”, que envolve a coleta de assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular pela preservação da Amazônia, durante o Rock in Rio.
Foto- Reprodução jornal O estado de S.Paulo- Contador de árvores desmatadas em Brasília / Foto: Raul Vasconcelos
O portal Plena Mata, realização da empresa em parceria com MapBiomas, InfoAmazonia e Hacklab, também foi reformado. Antes um portal de notícias e monitoramento do desmate na Amazônia, agora a plataforma se tornou trilíngue e deve ter ações concretas para agir pela conservação da floresta.
Durante o mês de setembro, a marca de cosméticos Darvore promove uma ação de conservação e restauração florestal do bioma. A venda de cada produto da marca vai gerar o plantio de uma árvore nativa da Amazônia na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, na região onde são extraídas as matérias primas com o envolvimento das comunidades ribeirinhas para a formulação dos cosméticos.
A campanha Mais Amazônia para o Planeta acontece em parceria com o Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia), responsável pelo desenvolvimento e pela supervisão do aplicativo Cidades Florestais. A iniciativa está inserida no Programa Carbono Neutro Idesam (PCN), parceiro da Darvore na Amazônia, criada em 2010 com o objetivo de conectar os grandes centros urbanos às florestas, permitindo que pessoas, empresas e iniciativas se responsabilizem pelos impactos que geram no planeta, ao neutralizar suas emissões de gases de efeito estufa (GEE).
Foto- Divulgação
Já a Foodtech Mahta, que tem em seus princípios básicos o modelo de agricultura regenerativa, defende ações concretas sobre os meios de produção e trabalha pela regeneração da floresta.
A empresa criou um produto, o Nutrição Regenerativa da Floresta (NRF), alimento que agrega 15 superalimentos do bioma amazônico. Os ingredientes são fornecidos por comunidades tradicionais da Amazônia e de pequenos agricultores que operam no modelo SAFs (sistemas agroflorestais), como os da Associação dos Pequenos Agrossilvicultores e Cooperativa Agropecuária e Florestal do Projeto RECA, de Rondônia, e da Cooperativa dos Agricultores do Vale do Amanhecer (Coopavam), do norte de Mato Grosso, entre outros.
“O nosso produto é fruto desse modelo regenerativo, que conserva e reabilita a abordagem de sistemas alimentícios e agrícolas. A agricultura regenerativa é o princípio que considera o cuidar do solo, para que o mesmo cuide das pessoas”, aponta Max Petrucci, sócio fundador da Mahta.
A regeneração da camada superficial do solo, aumento da biodiversidade, aprimoramento do ciclo das águas, melhoria de serviços ecossistêmicos, apoio à biofixação (captura e armazenamento de carbono atmosférico por processos biológicos) e o fortalecimento da vitalidade e saúde dos solos agrícolas são os principais focos de atuação deste modelo agrícola.
A produção de cacau, cupuaçu, açaí, cumarú, bacuri e castanha do Pará são algumas das culturas impulsionadas pela Mahta, que defende de forma imperativa todos os modelos de proteção para todos os biomas da região amazônica.