Dos 240 pontos de coleta distribuídos em 184 rios, córregos e lagos das bacias hidrográficas da Mata Atlântica, apenas 2,5% estão com a qualidade da água boa, enquanto 70% estão em situação regular e 27,5% com qualidade ruim ou péssima. É o que mostra um estudo realizado pela Fundação Mata Atlântica.
A constatação revela que 66 pontos monitorados estão impróprios para o abastecimento humano, lazer, pesca, produção de alimentos, além de não terem condições de abrigar vida aquática. Nenhum ponto monitorado apresentou parâmetro ótimo.
“A principal causa da poluição dos rios monitorados é o despejo de esgoto doméstico junto a outras fontes difusas de contaminação, que incluem a gestão inadequada dos resíduos sólidos, o uso de defensivos e insumos agrícolas, o desmatamento e o uso desordenado do solo”, afirma Malu Ribeiro, especialista em Recursos Hídricos da Fundação SOS Mata Atlântica.
De acordo com os resultados do monitoramento de 152 pontos fixos de coleta, os indicadores apontam uma diminuição de pontos com qualidade ruim, passando de 54 (35,5%) para 48 (31,6%), mas teve um aumento de locais com água péssima, de 1 para 3 (2%). O estudo também destaca um aumento na qualidade regular, passando de 94 (61,8%) para 97 (63,8%), e nos pontos com qualidade boa, de 3 (2%) para 4 (2,6%).
“Essa leve tendência de melhora está associada a fatores climáticos, já que o aumento no volume e na vazão dos rios na região Sudeste no último ano contribuiu para a diluição de poluentes. Entretanto, tivemos a perda de qualidade em 15 pontos, sendo 13 localizados em capitais, resultado dos baixos índices de coleta e tratamento de esgoto”, explicou Ribeiro.
Para realizar o estudo, foram coletadas mensalmente amostras no período de março de 2016 até fevereiro deste ano e 16 critérios foram levados em consideração: temperatura da água, temperatura do ambiente, turbidez, espumas, lixo flutuante, odor, material sedimentável, peixes, larvas e vermes vermelhos, larvas e vermes brancos, coliformes totais, oxigênio dissolvido (OD), demanda bioquímica de oxigênio (DBO), potencial hidrogeniônico (pH), fosfato (PO4) e nitrato (NO3).
Para ler o estudo na íntegra, acesse: https://www.sosma.org.br/downloads/index.php
** Com informações da SOS Mata Atlântica





























