Foram mais de três anos de pesquisa para confirmar o que os ribeirinhos do Amazonas já sabiam: o óleo de pracaxi tem ótimas propriedades para a pele: ajuda no clareamento de manchas e estrias e estimula a produção de colágeno, o que o torna ideal para aplicação em cremes anti-idade. E já está na linha de produção da gigante Natura.
Além de todos os benefícios, o cultivo do pracaxi é um entre tantos ingredientes da Amazônia com potencial para gerar riqueza com a floresta em pé, desestimulando o desmatamento. A árvore produz vagens com sementes oleosas procurada pela indústria de cosméticos, principalmente para hidratação para cabelos.
A primeira tarefa do APL será mapear o potencial de fornecimento de matérias-primas dos extrativistas no Pará. Um estudo preliminar apontou cerca de 500 mil associações e comunidades no Estado. O Sebrae também planeja treinar as comunidades em padrões de qualidade para fornecer as matérias-primas para a indústria.
Há mudanças também nas regras sobre a repartição dos benefícios -espécie de royalty pago pelas empresas para as comunidades que detém o conhecimento sobre o uso de determinada planta ou animal. A lei prevê a criação de um fundo para gerenciar esses recursos e reinvesti-los em projetos de conservação.
Também virou negócio o beneficiamento da castanha, buriti, ucuuba, andiroba, açaí, copaíba e murumuru para produção de cosméticos.
O arranjo foi formalizado no final de 2015, com a adesão de 20 empresas, entre fabricantes de cosméticos, de óleos essenciais e pequenas e médias empresas da região, junto com o Sebrae.
** Com informações da Folha de São Paulo





























