Brasil recebe críticas por repique do desmate

(Foto: Pixabay)

Segundo reportagem da ONG Observatório do Clima, energias renováveis seguem avançando, mas é insuficiente para conduzir o planeta à segurança, tendo a concorrência do carvão, o mais sujo dos combustíveis fósseis.

O Brasil foi um dos países criticados pelo CAT. O progresso notável na redução da velocidade do desmatamento e das emissões decorrentes, observado desde 2005, parece ter parado”, afirma a análise, citando o aumento de 50% no desmatamento na Amazônia entre 2015 e 2016,apesar de ter registrado queda ano passado.

O Climate Action Tracker (CAT) também critica os sinais trocados mandados pelo governo federal sobre florestas, como a legalização da grilagem, a tentativa de reduzir áreas protegidas e os cortes orçamentários no Ministério do Meio Ambiente.

“O governo brasileiro precisa com urgência reforçar a mitigação nesse setor [florestas] e não enfraquecê-la”, diz o relatório.

O CAT (Climate Action Tracker), divulgou sua última avaliação durante a reunião em Bonn, Alemanha, que prepara o terreno para a COP24, a conferência do clima de Katowice, na Polônia, no fim deste ano.

Foi analisado o progresso da ação climática nos últimos seis meses em 23 países, peso-pesado das emissões globais. Os pesquisadores expressaram preocupação com a persistência de investimentos em carvão em vários países.

“Há um nível decepcionante de investimentos em novas usinas a carvão em países como Japão, Indonésia e Turquia”, disse Bill Hare, da Climate Analytics, uma das integrantes do consórcio CAT.

 A China, maior emissor do mundo,  teve aumento no uso no ano passado. E o segundo maior emissor, os EUA,  adota políticas para ressuscitar o carvão contra as tendências econômicas.

“Revisamos a projeção de emissões dos EUA para 2030. Ela é 5% menor agora do que há cinco meses”, disse Niklas Höhne, do New Climate Institute, outro membro do consórcio. “

Fonte: Observatório do Clima