Brigadistas lutam contra incêndio em Terra Indígena 

(Foto: Reprodução/ Ibama)

A repórter Cláudia Rodrigues, da TV Brasil (MA),  mostra o tamanho do estrago provocado pelo incêndio que já transformou  35% de florestas da  Terra Indígena Arariboia, no município de Amarante, cerca de 150 quilômetros de Imperatriz, no sudoeste do Maranhão, em cinzas.. Apesar dos esforços de 200 brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), as chamas já devastaram cerca de 35% da área de 413 mil hectares, onde vivem 12 mil indígenas da etnia Guajajara e aproximadamente 80 awá-guajás, indios que evitam o contato com o homem branco e procuram viver isolados na mata.

Pela primeira vez está programado lançamentos aéreos de 2 mil litros de água com retardante, por duas aeronaves cedidas pela Aeronáutica. Além dos brigadistas do Prevfogo, as operações na Terra Araribóia contam o apoio do Exército (50º Batalhão de Infantaria da Selva) e do Corpo de Bombeiros.

Os guajajaras também montaram a própria brigada: os Guardiões da Terra Indígena Arariboia, liderada por Olímpio Santos, que na sexta-feira retrasada, dia 9, esteve no Ministério do Meio Ambiente, em Brasília, para cobrar a compra de retardantes – produto químico que aumenta o poder de refrigeração da água – e o uso de aeronaves no combate ao incêndio. Está prevista a chegada de mais 30 brigadistas dos estados do Rio de Janeiro e Tocantins.