Até o meio dia dessa sexta-feira (15), 119 pessoas haviam procurado atendimento médico nos hospitais e pronto socorros do Guarujá, Santos e Cubatão. Uma idosa de 72 anos com histórico de asma está internada.
As pessoas atendidas apresentaram ardência nos olhos ou mal-estar ocasionado pela fumaça. As vítimas não correm risco de morte.
Ao portal G1, DR Flavio Zambrone, médico toxicologista e professor aposentado da Unicamp, disse que “esse produto é extremamente tóxico. Ele produz irritações de pele e de olhos e, caso seja inalado, causa irritação também nos pulmões. O produto é estável, mas tem alto teor de cloro, que se dissolve na água. Por isso, outro problema será a questão ambiental que virá depois”. Segundo o professor, o produto é usado na maioria das vezes em desinfecção de água, mas em grandes quantidades passa a ser tóxico.
Enedir Rodrigues, gerente ambiental da Cetesb, orienta que quem está fora da região evite a área e quem está no Guarujá deve ficar longe dos terminais. “Essa é uma fumaça tóxica que se desloca facilmente”.
Por isso, a Cetesb orienta turistas a evitarem região afetada por vazamento químico. Ainda ao G1, ele também falou sobre um possível erro por parte da empresa, que pode ter causado o vazamento. “O contêiner deveria estar lacrado e a empresa pagará por isso. Chegamos no Estuário e não constatamos mortalidade de peixes e outros animais. Traremos uma estação móvel para monitorar o ar da região”, disse Rodrigues.
Ainda segundo ele, o incomodo que as pessoas estão sentindo varia conforme o vento para cada cidade. “Pessoas que são mais sensíveis sofrerão mais. Usar a mascara para gás é o ideal”.
Ao canal BandNews Tv, o toxicologista do Hospital das Clpinicas, Antonhy Wong, falou sobre os problemas que a fumaça pode acarretar e como se prevenir.
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No site da empresa Localfrio, o aviso do acidente e o nome do ácido que vazou, mas não há orientação de como a população deve proceder para minimizar os efeitos da fumaça tóxica.
Nota Oficial à Imprensa |
| A LOCALFRIO informa que, lamentavelmente, por volta das 15h do dia 14 de janeiro de 2016, ocorreu um acidente com um contêiner armazenado em seu Terminal I, no Guarujá.O contêiner contém ácido dicloro isocianúrico de sódio. Todas as autoridades foram acionadas imediatamente e já estão no local.Os motivos do acidente estão sendo apurados por técnicos contratados e brevemente forneceremos mais informações. A empresa está avaliando o ocorrido a fim de tomar todas as medidas necessárias para minimizar as consequências do ocorrido. |
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