A desertificação é um tem recorrente quando se fala em aquecimento global.
Segundo o centro de pesquisas meteorológicas e climáticas da Unicamp, prestigiada universidade do interior de São Paulo, só o litoral nordestino escaparia de uma desertificação.
Dois exemplos no Brasil:
De acordo com a classificação do Programa de Ação Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca no Estado da Paraíba (PAE-PB), 93,7% do território do estado está em processo de desertificação, sendo que 58% em nível alto de degradação.
O nível do rio Araguaia em Xambioá, norte do Tocantins, baixou quase dois metros, de janeiro até este mês. O levantamento é da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
É a pior seca do rio Araguaia nasce em Goiás e deságua no Pará, passando também pelo Mato Grosso e Tocantins. São mais de 2.100 quilômetros, mas a força das águas que leva vida para quatro estados está ameaçada pelas queimadas e ação do homem. Os ambientalistas alegam que é necessário repor a floresta nas áreas de beira rio.
Tendência mundial
Essa é uma tendência para áreas super secas, como ocorreu no Saara, que expandiu o deserto até a Nigéria e tudo indica que continuará a expansão, segundo os cientistas.
Acredita-se que cerca de 4 bilhões de pessoas vão habitar áreas de escassez de água, principalmente o sudeste asiático, parte da África e Oriente Médio. Será que essa situação vai piorar os conflitos nessas regiões? Esse é um problema grave a se administrar.
No mar, com o aquecimento global, o Instituto Chico Mendes estima que tartarugas marinhas, peixe-boi, os residentes em corais e aves migratórias em oceanos correm sério risco de extinção.
Os ambientalistas avisam que se não ocorrer uma catástrofe global, como o grande meteoro que teria dizimado os dinossauros, haverá mais áreas desertas. Mas o gelo não derreterá completamente na calota polar.































