Serão duas semanas decisivas contra as mudanças climáticas, com 3 temas importantes, que vão definir os passos para 2035:
- acelerar a transição energética;
- ampliar o financiamento climático;
- proteger as florestas tropicais .
Até agora, pouco mais de 100 países enviaram suas novas metas para 2035, a maioria sem a ambição necessária.
A ciência aponta que seria preciso cortar cerca de 60% das emissões globais para estabilizar o clima. As metas em vigor cobrem apenas 30%, com redução de 4% até 2035.
O Brasil quer implementar o chamado “mapa do caminho” ou o roteiro negociado que vai estabelecer etapas, prazos e responsabilidades de cada país na substituição do petróleo, gás e carvão por fontes renováveis. De maneira justa, ordenada e equitativa, levando em conta as diferentes capacidades e responsabilidades das nações.
Outra discussão é o Objetivo Global de Adaptação (GGA), parte do Marco UAE–Belém para Resiliência Climática, vista como essencial para avaliar quem está conseguindo se adaptar ou não.
“É fundamental que a ambição não se limite às ações de mitigação — ela também deve envolver a entrega efetiva de recursos”, avalia Vaibhav Chaturvedi, pesquisador sênior do Council On Energy, Environment and Water (CEEW), em matéria publicada pelo G1.
Tudo é desafio. O Roteiro de Baku-Belém, busca mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano até 2035, com juros baixos, mais doações e menos endividamento.
Já o fundo proposto pelo Brasil, busca recursos permanentes para países que mantêm suas florestas em pé, com base em investimentos de renda fixa e não em doações. Até agora somou aportes de mais de US$ 5,5 bilhões.
Então a semana será intensa. Vamos atualizando!

























