Corredor ecológico corinthiano. E as outras torcidas?

 

 A professora  Maria da Penha Vasconcellos, do Centro de Síntese USP Cidades Globais do Instituto de Estudos Avançados da USP, vai mexer com as outras torcidas, que torcem pelo time Terra.

Maria da Penha Vasconcellos – Foto: IEA-USP

O Corredor Ecológico Corinthiano (CEC) está batendo um bolão. O CEC une torcedores do Corinthians, coletivos ambientais, movimentos sociais, sindicatos e pesquisadores em torno de um objetivo comum: enfrentar as mudanças climáticas a partir da arborização e da regeneração do solo urbano.
De uma conversa virtual com o grupo de pesquisa(IEA) sobre a aridez e excesso de concreto no entorno da Arena Corinthians, torcedores e ativistas ambientais decidiram pelo plantio de árvores nativas, como forma simbólica de reaproximar o clube à sua tradição popular, resgatar a identidade coletiva da torcida e conectar a cultura popular à luta socioambiental.
Mais de 30 entidades e coletivos estão envolvidos no projeto, incluindo a Coalizão pelo Clima, a Gaviões da Fiel, o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra, a Central Única dos Trabalhadores e associações de bairro..
O primeiro mutirão realizado junho reuniu cerca de 750 pessoas e resultou no plantio de 207 mudas. Em agosto de 2025, outro plantio dedicado aos 115 anos do Corinthians, adicionou 115 novas árvores ao corredor ecológico, embora o Clube não se engajou ainda pela causa.
O próximo passo é ampliar a rede de voluntários e outras torcidas organizadas e consolidar as parcerias institucionais, garantindo que o projeto siga vivo e autônomo. Para os organizadores, o CEC é apenas o início de uma transformação maior: a construção de cidades mais verdes, inclusivas e sustentáveis.