Derramamento de óleo no Golfo do México

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Em comunicado on-line, a agência federal americana Bureau of Savety and Environmental Enforcement (BSEE), responsável pela regulação do setor de segurança e proteção ambiental na exploração de gás e óleo, informou um derramamento de petróleo ocorrido na semana passada no Golfo do México pode ser o maior desde o acidente da BP em 2010. A área de Delta House, operada pela empresa americana LLOG a 40 quilômetros da cidade de Venice, no estado da Louisiana, registrou um vazamento de 7.950 a 9.350 de barris de petróleo entre a quarta-feira e a quinta-feira da semana passada.

A agência iniciou investigação sobre as causas do vazamento. “Esta investigação é um passo fundamental para assegurar que a BSEE determine a causa, ou as causas, do incidente e desenvolva recomendações para evitar eventos similares no futuro”, disse, em comunicado, o diretor da BSEE para a região do Golfo do México, Lars Herbst.

Os números fariam deste derramamento o maior desde 2010, segundo os dados do Escritório de Segurança e Meio Ambiente dos Estados Unidos, embora seja represente uma parcela pequena daquele caso.

Segundo o vice-presidente da empresa para projetos em águas profundas, Rick Fowler, informou em um email, o vazamento foi provocado por uma ruptura em um oleoduto. Barreiras múltiplas colocadas em cada lado da estrutura interromperam o vazamento, mas esta ainda não foi consertada.

O sistema subaquático afetado pelo vazamento foi suspenso, mas os demais não foram. A empresa informou que o problema não foi provocado pelo furacão Nate.

O derramamento de 2010 da BP levou à morte de onze trabalhadores e foi o pior da história dos Estados Unidos. A agência BSEE foi criada depois do acidente como parte das reformas para evitar novas tragédias.

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