O pesquisador sênior do Imazon, Paulo Barreto, afirmou que o mercado é o principal agente para frear o desmatamento na Amazônia promovido pela pecuária, durante o evento “Jornalistas em Diálogo – A pecuária na Amazônia, Avanços e Desafios”.
De acordo com o pesquisador, ao enrijecer o controle no desmatamento na região através de políticas públicas entre 2005 e 2012, o desmatamento diminuiu e fez o pecuarista buscar mais tecnologias para recuperar áreas degradadas, ao invés de abrir áreas novas.
Barreto também mencionou que a efetiva aplicação de multas e punições também é uma política efetiva. “Em São Félix do Xingu (PA), por exemplo, a taxa de desmatamento diminuiu 75% com multas pesadas e apreensão do gado”.
“Essa postura pode se refletir no mercado, sobretudo no externo. Temos de lembrar que 20% da produção brasileira de carne bovina vai para exportação. Essa falta de política efetiva contra o desmatamento na Amazônia pode, sim, se refletir lá fora.”
O crédito rural não voltado à adoção de mais tecnologia também é um obstáculo para reduzir o desmatamento.
** Com informações do Globo Rural





























