Desmatamento na Amazônia cresce 24% no primeiro semestre de 2020

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(Foto: Unsplash)

A Amazônia perdeu 2.544 km² no primeiro semestre de 2020, um aumento de 24% nos alertas de desmatamento em relação ao mesmo período de 2019, de acordo com dados medidos pelo sistema do Imazon, divulgados nesta sexta-feira (17). O índice é o segundo maior valor acumulado em um semestre desde 2010.

O Pará lidera o ranking dos estados que mais desmataram a Amazônia com 43% do total. Em seguida estão Amazonas (21%), Mato Grosso (14%), Rondônia (14%), Acre (7%) e Roraima (1%).

Ainda segundo o monitoramento, apenas dez municípios foram responsáveis por metade de todo o desmatamento na Amazônia em junho. Altamira, no Pará, lidera o ranking. Na sequência estão Porto Velho (RO), Novo Progresso (PA) e Itaituba (PA).

Apenas no último mês de junho, a Amazônia perdeu 822 km² de floresta, uma área equivalente a duas vezes o tamanho da cidade de Belo Horizonte. Também foram detectados 213 km² de área degradada na Amazônia: Mato Grosso aparece no topo da lista de estados com 73%, seguido por Pará (25%), Rondônia (1%) e Roraima (1%). A degradação é caracterizada pela extração seletiva das árvores, normalmente para fins de comercialização de madeira, e pelas queimadas.

No mês passado, o desmatamento também avançou por Unidades de Conservação na Amazônia. A Florex Rio-Preto Jacundá (RO) foi a mais desmatada com 47 km² de área destruída.

O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) é uma ferramenta de monitoramento, baseada em imagens de satélites, desenvolvida pelo Imazon para reportar mensalmente o ritmo do desmatamento e da degradação florestal da Amazônia.

Em operação desde 2008, o SAD utiliza os satélites Landsat 7 (sensor ETM+), Landsat 8 (OLI), Sentinel 1A e 1B, e Sentinel 2A e 2b (MSI) com os quais é possível detectar desmatamentos a partir de 1 hectare mesmo sob condição de nuvens.