Em 2016, contrabando de agrotóxicos movimentou US$3 bilhões

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Um levantamento realizado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) constatou que o contrabando de defensivos agrícolas comercializou 30% de todo o consumo doméstico desses produtos, sobretudo inseticidas e fungicidas, movimentando cerca de US$ 3 bilhões em 2016.

A crise econômica e, consequentemente, o aumento no preço de insumos foram as principais responsáveis pelo crescimento no número de produtos contrabandeados. Segundo dados da indústria de defensivos, o produto ilegal pode custar entre 40% a 50% a menos que o valor de produtos registrados.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, a diretora executiva do Sindiveg, Silvia Fagnani, explicou que até 2014, as estimativas do setor eram de que 10% dos agrotóxicos vendidos no país fossem contrabandeados. Em 2015, este número subiu para 20%.

De acordo com a Receita Federal, em 2015, foram apreendidos R$ 1,8 milhão em inseticidas, fungicidas, herbicidas e desinfetantes contrabandeados, índice 35,5% superior ao registrado em 2014. Os dados relativos a 2016 ainda não foram disponibilizados.

Segundo o Sindicato, as perdas para as empresas de agroquímicos por causa do contrabando não podem ser mensuráveis, já que a retração no faturamento do setor reflete também a valorização do dólar sobre o real. A estimativa é que a indústria feche 2016 com receita bruta de US$ 9 bilhões, similar ao de 2015.

** Fonte: Jornal Valor Econômico