O Instituto Akatu realizou a pesquisa “Caminhos para Estilos Sustentáveis de Vida” que aliou técnicas combinadas de grupos focais com entrevistas em profundidade em domicílio na cidade de São Paulo, envolvendo 50% de “Engajados” e 50% de “Desligados” selecionados segundo o critério de adoção ou não de práticas sustentáveis nos temas: alimentação; consumo de água, energia elétrica e gás; geração e destinação de resíduos em casa e uso de combustível nos veículos da família.
BARREIRAS – O que dificulta a mudança a partir da análise do discurso e da prática dos entrevistados foi possível concluir que são barreiras para a mudança de comportamento: 1. Percepção de desconforto que as escolhas e práticas sustentáveis geram, na medida em que as pessoas tendem a permanecer na sua ‘zona de conforto’ e nas suas práticas habituais, evitando um eventual desconforto causado pela mudança. 2. Obstáculos físicos encontrados em função de idade, saúde ou condição física, tornam mais difícil a adoção de práticas sustentáveis. 3. Obstáculos para a adaptação do espaço em ambientes da casa e, em alguns casos, a falta de espaço pode tornar mais difícil a adoção de práticas sustentáveis. 4. Preço mais alto. A crença de que o que é mais sustentável é mais caro – o que não é necessariamente verdade – atrapalha a mudança. 5. Valorização da limpeza e higiene na cultura brasileira pode levar à resistência em adotar práticas que envolvam alteração na forma de uso (quantidade e frequência) e a redução do consumo de água, energia elétrica e produtos que atendem a essas finalidades. 6. Percepção de impotência, isolamento e desconexão diante do tamanho dos problemas ambientais a serem resolvidos – com a sensação de que a atitude individual pode não impactar o todo.
O Akatu tem uma série de vídeos sobre Consumo Consciente que vale ser visto.
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