Recentemente, uma reportagem internacional abalou as estruturas dos machões, através da publicação de uma pesquisa efetuada pelo canal Action7 News, norte-americano, que provou, através de voluntários, que os pelos da barba contêm milhares de bactérias, muitas delas encontradas nas fezes humanas.
É sabido que pele e pelos humanos são moradia costumeira de diversos micro-organismos, alguns iguais aos que habitam nosso intestino e, por isso, as fezes.
O biólogo John Golobic, do laboratório Quest Diagnostics, passou cotonetes nos pelos faciais e submeteu as amostras a análises. O resultado causou espanto: enquanto algumas barbas continham bactérias encontradas na pele do rosto, outras revelaram micro-organismos que poderiam estar em um sanitário sujo. Segundo Golobic, “alguns desses elementos só costumam ser encontrados nas fezes”.
O corpo humano é lar para 100 trilhões de micro-organismos que, juntos, pesam cerca de 2 quilos (500 gramas a mais que o cérebro). São dez bactérias para cada célula. Elas se distribuem pelos órgãos internos, pele, pelos e, algumas delas, como a E. coli (que causa infecções urinárias), são encontradas no intestino e também na pele.
Nos últimos anos, estudos sobre a presença de bactérias nos pelos do rosto de profissionais de saúde – grandes quantidades de micro-organismos na barba de enfermeiros e de médicos poderiam transmitir infecções – não revelaram, ao contrário do que se cogitava, que elas seriam mais perigosas em homens com barba. Um deles, publicado no periódico Journal of Hospital Infection, provou que a colonização de bactérias é semelhante em profissionais com ou sem barba. Só um porém: os com barba têm menos bactérias resistentes a antibióticos.
Em resumo: tenha barba ou não, pessoas podem carregar no rosto as mesmas bactérias que as encontradas nas fezes. Elas não costumam causar doenças mas, para evitar a contaminação, a dica dos especialistas é lavar bastante as mãos, a barba e não alisá-la com frequência.





























