Estudo revela que desmatamento na Amazônia Legal diminuiu 21%

(Foto: Pixabay)

Entre agosto de 2016 e julho de 2017, o desmatamento na Amazônia Legal diminuiu 21%, em relação ao período anterior, revela novos dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgados pelo G1.

De acordo com a análise dos pesquisadores, o desmatamento na região foi de 2.834 km², o equivalente a quatro cidades de Salvador (BA), enquanto no ano passado, foram registrados 3.580 km² de áreas destruídas. Os novos dados quebram o crescimento de desmatamento consecutivo nos últimos cinco anos.

O Tocantins foi o que registrou a maior baixa entre os estados da Amazônia Legal, com uma redução de 54%. Em contrapartida, o Mato Grosso aumentou o seu índice de desmatamento em 28,6%, em relação aos dois últimos anos em que apresentou quedas.

Segundo o Imazon, o Pará teve a queda mais representativa, apresentando redução tanto no número absoluto de quilômetros quadrados desmatados, quanto na proporção total, passando de 1030,3 km² em 2015/2016 para 713,8 km² em 2016/2017.

“Pará e Mato Grosso sempre foram dois estados que ‘competiam’ para ver quem desmatava mais. São os estados que têm mais atividades que exercem pressão na floresta. Mato Grosso tem histórico de cultivo de grãos e pastagem, e, no Pará, há as obras de infraestrutura, de hidrelétrica, de rodovias”, explicou Antônio Victor, pesquisador do Imazon e um dos coordenadores do Boletim do Desmatamento, ao G1.

Os pesquisadores ainda não sabem o que causou a queda no índice de desmatamento. O monitoramento realizado pelo Imazon é paralelo ao do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes), do Inpe, que ainda não divulgou os resultados obtidos.

Apesar de a perspectiva parecer boa, o Imazon alerta que mais de 20% de todo o desmatamento da Amazônia foi registrado em áreas de conservação ou terras indígenas, seguidas por áreas de assentamentos.

** Com informações do G1