O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vetou, pela terceira vez, os estudos de licenciamento ambiental da petroleira francesa Total, vencedora da licitação para estudo e exploração de petróleo na foz do rio Amazonas.
O órgão brasileiro cobrou mais esclarecimentos sobre as ações da empresa na região. O parecer técnico, assinado pela presidente do Ibama, Suely Araújo, apresenta 10 pendências, como a falta de informações sobre a dispersão de óleo em caso de vazamento e de tratativas internacionais complementares sobre o impacto ambiental.
A preocupação principal é como as ações da empresa francesa e possíveis vazamentos de óleo vão impactar o grande recife de corais, descobertos na região em abril do ano passado.
Segundo a presidente, esta é a última vez que o Ibama irá solicitar informações complementares, “caso o empreendedor não atenda os pontos demandados pela equipe técnica mais uma vez, o processo de licenciamento será arquivado”.
Para o coordenador de campanhas do Greenpeace no Brasil, Nilo D’Ávila, o processo já deveria ter sido arquivado para estudar os corais. “Esse processo é tão insano que já deveria ter sido arquivado. Toda a prudência mandaria estudar mais os corais. Além disso, o mundo não precisa mais de petróleo, mas de uma revolução energética”, disse em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.
Questionada pelo G1, a empresa Total informou que está avaliando as solicitações do Ibama.
** Com informações do jornal Folha de S.Paulo e do G1





























