O verão deu as caras de vez agora no fim de janeiro e, com isso, a nossa necessidade de focar no tema filtro solar. De novo e de novo. Quantas vezes for necessário.
No último texto que escrevi por aqui sobre o assunto, que, aliás, foi uma das minhas primeiras colunas para o Organics News Brasil, eu trouxe no título “Filtro solar: o item indispensável e polêmico do skincare natural”. A verdade é que tem as suas polêmicas, sim, mas acho cada vez mais que o essencial tem mais peso mesmo e é nisso que quero focar neste novo texto.
A verdade é que as opções de filtros solares de fórmula limpa têm se multiplicado ano a ano. E isso é muito bom. Inclusive, recomendo a quem quer mergulhar mais no assunto baixar o Dossiê dos Protetores Conscientes 2025, um trabalho primoroso feito pelas jornalistas e influenciadoras Marcela Rodrigues e Nyle Ferrari.
Particularmente, eu testei poucas coisas novas desde a produção daquele primeiro texto, embora tenha cruzado com algumas novidades, especialmente nacobertura da Naturaltech 2024.
De novidades, com relação ao primeiro texto, eu experimentei:
– O protetor solar da Quintal, que estava, na época, na minha wishlist. Eu reconheço que é um excelente produto (e com um dos maiores FPS do mercado), embora eu ache um pouco seco para a minha pele madura. Eu gosto de uma textura mais fluida e cremosa, mais fácil de espalhar.
Vale destacar que sinto falta de opções de fórmula limpa em spray. Isso porque, especialmente no corpo, acho bem mais fácil de espalhar. Se vocês conhecerem algum protetor solar de fórmula limpa em spray, deixem para mim nos comentários para eu pesquisar.
Uma nota sobre as polêmicas
É importante destacar que as polêmicas sobre o não uso do protetor solar continuam nas redes sociais. E elas se multiplicam também.
Eu não sou dermatologista e nem profunda conhecedora do tema, prefiro não julgar esse tipo de posição. Pelo menos, as pessoas que vejo defendendo o não uso se apoiam basicamente em dois aspectos e eles têm lá sua legitimidade:
– Há um chamado exagerado da indústria sobre a necessidade de se usar filtro solar para vender muito produto ao longo do ano inteiro.
– Nos proteger tanto do sol acaba afastando também afastando de nós os benefícios da exposição ao sol – e eles também são vários.
O fato é que as pessoas que propagam as ideias para abolir o filtro solar da necessaire sempre falam na necessidade de ter uma pele bem-cuidada, forte e resistente para dar conta do impacto do contato direto com os raios solares, além de escolher horários mais amenos para exposição e calibrar a proteção com barreiras físicas, como chapéu. Muitas vezes, elas vendem tratamentos, protocolos e produtos caríssimos para preparar essa pele ao longo do ano para a exposição ao sol.
Eu acho muito complicado associar a não exposição ao sol a um tratamento muito caro para o bolso da maioria das pessoas. Fora que, de modo geral, a nossa pele está resiliente, não é resiliente. Sabemos que o estado da nossa pele muda de acordo com infinitas variáveis. Muito difícil, nestas circunstâncias, viver em um país tropical com sol quase todos os dias do ano e eliminar o filtro da necessaire. Na dúvida, melhor tê-lo sempre por perto. Acho que, na relação custo-benefício, um bom protetor solar em mãos sempre minimizará a maior parte dos danos.
Aproveite o verão e o sol com responsabilidade. Em fevereiro, estaremos de volta!
Ana Carolina Barbosa é jornalista, especialista em marketing de conteúdo na Cabrun!, aprendiz de perfumaria botânica na Cheimelier, autora da newsletter Flor Que Se Cheire e grande entusiasta do universo de cosméticos naturais.