Fundo Amazônia completa 10 anos

(Foto: Wikimedia Commons)

Autoridades norueguesas, brasileiras e alemãs se reuniram, em Oslo, para debater os resultados obtidos pelo Fundo Amazônia, maior projeto de cooperação internacional para preservar a floresta amazônica, nos últimos 10 anos.

A reportagem do jornal Folha de S.Paulo destacou que a maioria dos participantes fizeram um balanço positivo. Para o ministro do Meio Ambiente da Noruega, Ola Elvestuen, a iniciativa é um sucesso na Amazônia e “é um modelo para trabalhar em outros países”.

Na última visita do presidente Michel Temer há quase um ano, as políticas ambientais brasileiras foram duramente criticadas pela Noruega, responsável por 93,3% dos R$3,1 bilhões do fundo gerido pelo BNDES.

Uma das críticas foi o crescimento do desmatamento, principal indicador do fundo, para 29% em 2016. A redução do índice em 12% no ano passado recebeu elogios do governo norueguês na reunião.

Entre os ambientalistas, os 10 anos do Fundo foi celebrado com ressalva. Para a coordenadora do Instituto Socioambiental (ISA), Adriana Ramos, a iniciativa deveria voltar à proposta inicial de focar em projetos de inovação e voltados a comunidades tradicionais.

“O fundo avançou bastante, consegue reconhecer as populações locais como beneficiárias, mas teve uma estratégia de investir em projetos governamentais que canalizou muitos recursos para ações que deveriam ser financiadas pelo orçamento público”, diz Ramos.

Ela cita como, por exemplo, o dinheiro destinado à fiscalização do Ibama desde 2016. A verba financiou a locação de veículos e o aluguel de helicópteros para fiscalização, desembolsando 91% da alocação de R$56 milhões em um prazo de 12 meses. Com isso, as ações na região aumentaram 250%.

“Não dá para o governo ficar numa situação de conforto, de deixar o fundo bancar o que não deveria bancar”, explicou Ramos, durante o evento.

** Com informações do jornal Folha de S.Paulo