Grande condomínio de países: é como funciona a COP 30

Se um não aceita, começa o debate. As negociações para incluir temas que permitam ação imediata se assemelha à discussão de um condomínio, com muito debate e, por vezes, confusão, para se chegar a um acordo.
Alguns temas são mais para Conselho de segurança da ONU: quando um veta, nada avança. Parece quase impossível imaginar que um país não queira combater poluição ou aquecimento global. Mas os negacionistas também têm poder. Alguns absolutos, como os EUA, o maior negacionista e poderoso de todos. Mas nesse time ainda tem a India, quarto maior poluidor do mundo que faz cara de paisagem para não assumir responsabilidades.
E, no vice posto do trágico ranking poluidor temos a China, que mantém exploração de carvão para viabilizar veículos elétricos, painéis solares e a indústria que comporta energia limpa. Com a mão suja, faz tecnologia verde.
Como os EUA ignoram a COP e Trump anunciou a saída do Acordo de Paris, o governador da California, Gabi Nilson, fará às vezes como portador da quarto maior PIB do mundo, fazendo uma transição enérgetica no estado, que sofre com ultra queimadas e outras crises climáticas.
A mensagem que ele quer levar hoje na Conferência é que, apesar de Trump, ele representa uma ala de políticos que defendem o multilateralismo e progressistas no combate às mudanças climáticas.
Então segue a COP, com seus técnicos e mais de 50 mil visitantes, negociando e comendo cozinha a 30 reais.
Mais adiante falaremos da IA no combate ao aquecimento global.