Hoje é Dia Nacional de Doação de Órgãos. A data tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre a importância de ser doador de órgãos e ter a oportunidade de salvar milhares de pessoas.
Segundo a lei nº 10.211, para ser um doador de órgãos é necessário que membros da família ou o paciente previamente autorize a retirada dos órgãos e tecidos para doação. Para que os órgãos estejam aptos para serem transplantados, o doador deve ter sofrido morte encefálica.
Pessoas vivas também podem doar órgãos considerados “duplos” – que não prejudicarão as aptidões vitais do doador – como um dos rins, parte do fígado, do pâncreas e da medula óssea, que é utilizada no tratamento de leucemia, linfoma e qualquer doença que afeta as células do sangue.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), para ser um doador de medula óssea, é necessário: ter entre 18 e 55 anos, não ter doença infecciosa ou incapacitante, fazer exames clínicos para confirmar o seu bom estado de saúde e se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos hemocentros nos estados.
“Por meio de exame, o sangue será cadastrado após o teste para identificar as características genéticas que podem influenciar no transplante. Esse exame chama-se histocompatibilidade (HLA) e todos os dados serão inclusos no cadastro. Após a compatibilidade ser confirmada, a pessoa precisará aceitar fazer a doação e novos exames serão realizados”, informa o IBCC.
Para estimular a doação de órgãos, o Ministério da Saúde lançou a Campanha Nacional de Doação de Órgãos. Com o slogan “Viver é uma grande conquista. Ajude mais pessoas a serem vencedoras”, o objetivo é fazer com que o Brasil alcance a meta anual de 14,4 doadores por milhão.
Segundo o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Francisco de Assis Figueiredo, um dos principais desafios do Brasil é diminuir a taxa de recusas de familiares à doação de órgãos.
“É preciso mostrar que essa perda pode significar a vida de outra pessoa e, por isso, estamos empenhando todos os esforços necessários para capacitar os profissionais responsáveis pela entrevista familiar em busca da autorização para doação de órgãos, de modo a esclarecer todas as dúvidas e reduzir as taxas de recusa”, explicou Figueiredo.
Atualmente o país é referência mundial em transplantes. No primeiro semestre de 2016, o Brasil bateu recorde com 1.438 doadores, um aumento de 7,4% em relação ao mesmo período do ano passado e 12.091 transplantes entre janeiro e julho, com taxa de aceitação familiar de 56%. Em 2015, foram realizadas 23.666 cirurgias, 1.164 órgãos e 2.409 tecidos foram transportados.
** Com informações do Portal Brasil





























