Um grupo de seis jovens entrou com uma ação popular na Justiça de São Paulo contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo. O motivo é a revisão das metas ao Acordo de Paris.
O objetivo da ação popular, segundo o advogado do Observatório do Clima, Paulo Busse, é anular a nova meta climática, considerada danosa ao meio ambiente, além de pressionar o governo por um novo acordo de redução de gases do efeito estufa.
A chamada “pedalada climática” aconteceu na revisão do cumprimento de metas dos países signatários do Acordo de Paris, que completou cinco anos em dezembro. Ao invés de apresentar uma meta mais ambiciosa, o Ministério do Meio Ambiente apresentou uma nova meta que permitirá ao país emitir, até 2030, 400 milhões de toneladas a mais de gases do efeito estufa do que o previsto na meta original.
Os seis jovens que entraram com a ação popular são ativistas ambientais de duas organizações criadas e lideras por jovens: o Engajamundo e o Fridays for Future (criado por Greta Thunberg).
Ao mesmo tempo, grupo de empresários envia Carta ao governo pedindo solução para a questão do crédito de carbono. Ao jornal Valor Econômico, Deborah Vieitas, presidente da Amcham Brasil, que reúne mais de 4.000 empresas, sendo 25% americanas, como Coca-Cola, Pepsi e Google disse: “A cúpula do clima é janela maravilhosa para o Brasil ter compromissos mais concretos”.
A chapa está quente para Bolsonaro e Salles, assim como a elevação da temperatura da Terra. Não vai ter espaço para negacionistas nessa Cúpula dos Líderes sobre o Clima, dias 22 e 23.





























