Laboratório de Ecossistemas Amazônicos começa a produzir clones vegetais

(Foto: Reprodução)

O Laboratório de Estudos de Ecossistemas Amazônicos da Universidade Federal do Oeste do Pará, iniciou a produção dos primeiros clones vegetais de plantas. É a primeira experiência dessa natureza na região do Baixo Amazonas.

As pesquisas lideradas pela  Dra. Eliandra de Freitas Sia, do Instituto de Biodiversidade e Florestas, utiliza plantas de abacaxi e banana.

“A importância de trazer essa técnica consiste em disponibilizar material de propagação de plantas acessíveis para os produtores da região, que, atualmente, necessitam comprar mudas fora do estado e com preço mais elevado. Havendo opção de disponibilizar material de propagação a partir da produção in vitro, em nossos laboratórios, estaremos dando uma importante contribuição para a agricultura local”.

A professora ressalta ainda as vantagens desse tipo de técnica. Entre elas está a possibilidade de produzir um elevado número de plantas em tempo e espaço reduzidos. Soma a isso disponibilizar aos produtores mudas, material de propagação com características superiores e fitossanitárias. Entre as desvantagens da técnica estão a necessidade de investimentos e infraestrutura laboratorial e formação de mão de obra especializada.

Para se ter uma ideia de como é o processo de propagação, o abacaxi tem, em cada coroa de 10 a 20 gemas viáveis. E cada gema pode ser multiplicada em laboratório por até 300 mudas, o que resultaria em uma média de 4.500 mudas clonadas a partir da coroa do abacaxi. “Se consideramos uma planta de abacaxi completa, incluindo suas partes como filhotes e rebentões, podemos conseguir em média 10 a 15 mil clones de apenas um exemplar da fruta. Outros sistemas, como o cultivo em biorreatores, promovem taxas de propagação ainda maiores”, esclarece a professora.

Fonte: RG 15/O Impacto e Lenne Santos/Ufopa