Bolsonaro autoriza Forças Armadas nos incêndios da Amazônia

(Foto: Reprodução Facebook Jair Bolsonaro)

O presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto em que autoriza a atuação das Forças Armadas, até 24 de setembro, no combate às queimadas na Amazônia.

O texto prevê que os militares também atuarão em ações subsidiárias nas áreas de fronteira, nas terras indígenas, em unidades federais de conservação ambiental e em outras áreas da Amazônia Legal.

De acordo com o decreto, os governadores da região devem solicitar ao governo a ida dos militares ao estado. A alocação dos meios que serão utilizados na operação será feita pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva.

Em pronunciamento na televisão, Bolsonaro afirmou que o governo é intolerante a crimes ambientais. “Somos um governo de tolerância zero com a criminalidade, e na área ambiental não será diferente. Por essa razão, oferecemos ajuda a todos os estados da Amazônia Legal. Com relação àqueles que a aceitarem, autorizarei operação de Garantia da Lei e da Ordem, uma verdadeira GLO ambiental”, declarou.

Veja o discurso completo abaixo:

Os estados de Roraima e Rondônia já receberam aval do governo para receber ajuda militar. Pouco antes do decreto ser divulgado, o governador de Roraima, Antonio Denarium, informou que havia pedido o envio das tropas ao presidente.

Para o governador, “os estados da região Amazônica não têm condições só de fazer o combate a incêndios florestais”.

O Brasil registrou 72.843 focos de incêndios entre janeiro e o dia 19 de agosto, sendo 52,5% na Floresta Amazônica, um aumento de 83% em relação ao mesmo período de 2018. 

De acordo com os dados do Programa Queimadas do Inpe, o fogo está progredindo em áreas de proteção ambiental, sendo 68 em territórios indígenas e áreas de conservação. O estado do Mato Grosso lidera o índice com 13.682 focos de incêndio.

Repercussão internacional

O desmatamento e as queimadas ganharam repercussão internacional. Países que compõem o G7 se mostraram preocupados com a situação no Brasil.

O presidente francês Emmanuel Macron, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente do Canadá, Justin Trudeau, disseram que os incêndios na Amazônia são uma situação urgente e que precisam ser discutidos na cúpula do G7, que acontece neste fim de semana.

Para o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, a quantidade de incêndios na floresta Amazônica e o impacto da perda de habitat são preocupantes e é preciso renovar o foco na proteção da natureza.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, também disse estar profundamente preocupado com os incêndios florestais na Amazônia e ressaltou que a floresta precisa ser protegida.

#PrayforAmazon

Celebridades brasileiras e estrangeiras usaram as redes sociais para fazer uma campanha pela preservação da Amazônia, como a atriz Bruna Marquezine, a cantora Demi Lovato, Taís Araújo, Leonardo DiCaprio, Lewis Hamilton, entre outros.

Em diversas cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, brasileiros se

** Com informações do G1