Bolsonaro faz discurso forte e reafirma soberania nacional sobre a Amazônia

(Foto: Reprodução Tv Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro discursou, por 30 minutos, na Assembleia Geral da ONU para líderes e representantes de 193 países abordando: o combate ao comunismo, os problemas indígenas e a Amazônia, o combate ao crime e corrupção, declarou interesses de nações em relação às riquezas brasileiras, enalteceu trabalho do exército em missões no exterior, relatou os acordos econômicos e política de privatização e se comprometeu com o desenvolvimento do Brasil, inclusive a preservação do Meio Ambiente.

“Meu governo tem o compromisso solene com a preservação do meio-ambiente e do desenvolvimento sustentável.”

Foi polêmico, como sempre. Direto e reto nas posições. Agressivo em muitos pontos do discurso. Falou das reservas minerais em terras indígenas e insinuou o interesse internacional das áreas, sua biodiversidade e não com a população indígena.

Levou uma indígena para mostrar ao mundo que os índios não querem ser “homens das cavernas” e leu carta dos índios produtores agrícolas do Mato Grosso. Seguem alguns pontos do discurso:

• Os que nos atacam não estão preocupados com os índios e sim com os recursos e a biodiversidade dessas regiões. Existem no Brasil 225 povos indígenas e há referências de 70 tribos vivendo em locais isolados.
• Bolsonaro fala sobre o “quadro de mentiras” que seriam “propagados pela mídia” do Brasil e estrangeira.
• Ambientalismo radical e indigenismo ultrapassado representa o atraso, a marginalização e a total falta de cidadania. Uma nova política indigenista no País é necessária. Se um conjunto de decisões vier nesse sentido haverá um novo modelo para a situação das comunidades indígenas.
• “A Amazônia não está sendo devastada e nem sendo consumida pelo fogo, como diz a mídia. Não deixem de conhecer o Brasil. Ele é muito diferente do que é estampado pelos jornais”.
• Brasil usa apenas 8% de terras para produção de alimentos. O restante é preservado.
• Não estamos aqui para apagar soberanias. Esta não é a organização do interesse global e sim das Nações Unidas.

  • “É uma falácia dizer que a Amazônia é patrimônio da Humanidade, e um equívoco, como atestam os cientistas, dizer que a nossa Amazônia é o pulmão do mundo”