Cientistas se unem na “Marcha pela Ciência”

(Foto: NurPhoto via Getty Images)

Um ano após 175 países assinarem o Acordo de Paris e pouco sendo feito, milhares de cientistas tomaram as ruas de 500 cidades no mundo para chamar atenção para as causas ambientais e pedir que políticos parem de propor projetos que não sejam baseados em dados científicos.

A Marcha pela Ciência – como ficou conhecido o movimento – foi lançada nos Estados Unidos (EUA), como resposta a tentativa do presidente Donald Trump de terminar com a Agência de Proteção Ambiental (EPA) e o seu descaso com fatos científicos sobre a mudança climática e o aquecimento global.

Para o presidente americano, o aquecimento do planeta é uma invenção chinesa para desestabilizar a economia dos EUA e ameaçou retirar o país do Acordo de Paris – decisão que será tomada antes da reunião do G7 em maio.

Além disso, muitos cientistas estão preocupados com a marginalização do seu trabalho ou de serem censurados para fins políticos. Segundo Andrew Rosenberg, da União de Cientistas Preocupados, os cientistas mais jovens estão rejeitando ficar em silêncio por verem o seu trabalho ameaçado e sendo desvalorizado.

“É importante para os cientistas sair do laboratório e falar sobre o que é importante. Eles não aceitam ter que esperar até a posse, confortável em um laboratório para, talvez, então falar algo”, afirmou Rosenberg em entrevista ao jornal The Guardian. “A Academia é menos atraente para muitos deles, então [os cientistas] querem saber como eles podem ter um impacto agora”, complementou.

A mobilização mundial em prol do meio ambiente mostrou que Trump não é a única causa que incomoda os cientistas. De acordo com o biólogo marinho Ayana Johnson há uma “tendência de anti-intelectualismo”, em que políticos informam para atingir as emoções dos eleitores, ao invés de usa uma política baseada em evidências

No Brasil, acontecem manifestações em mais de 10 cidades: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Diamantina (MG), Natal (RN), Pato Branco (PR), Petrópolis (RJ), Petrolina (PE), Porto Alegre (RS), Manaus (AM), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

** Com informações do jornal The Guardian e da assessoria de imprensa.