Marinha ainda não sabe quem é o responsável por derramamento

(Foto: João Arthur/ Projeto Tamar)

Três meses após fragmentos de óleos começarem a atingir o litoral brasileiro, a Marinha ainda não encontrou provas que identifiquem o responsável pela substância, informou o comandante de operações Navais da Marinha, Leonardo Puntel, nesta quinta-feira (05), em audiência no Senado.

De acordo com o comandante, há três inquéritos que investigam o caso, um da Polícia Federal do Rio Grande do Norte e dois inquéritos administrativos – um em Pernambuco e outro no Rio de Janeiro.

A investigação aponta que o derramamento pode ter acontecido a cerca de 400 milhas a leste da Paraíba e há quatro possíveis causas: derramamento acidental, derramamento intencional, operação “ship to ship” (navio tanque passa óleo para outro navio no meio do mar) ou naufrágio.

O principal suspeito é o navio grego Boubolina, mas especialistas em imagens de satélite questionam a validade da informação. Outras 29 embarcações foram notificadas pela Marinha.

Até o momento, mais de 800 locais foram contaminados no litoral do Nordeste e determinadas áreas no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, segundo o Ibama.

Novas manchas?

O fenômeno natural “Swell”, como é chamada a formação de ondas de, no mínimo, três metros de altura, pode trazer mais fragmentos de óleo para as praias nordestinas, segundo a Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará (Semace).

De acordo com o órgão, o fenômeno tem energia suficiente para remover possíveis blocos de óleo que ainda podem estar submersos e leva-los até a costa. Por isso, o Semace vai estender o estado de alerta até março de 2020.

“Pesquisamos a série histórica dessas ondas de swell e percebemos que elas se concentram entre dezembro e março, com grande probabilidade de ocorrerem já em dezembro”, explica o titular da Superintendência, Carlos Alberto Mendes.

Desde o fim de agosto, a Semace coletou 22 toneladas de resíduos em 29 praias de 16 municípios.

** Com informações do G1