Trump quer flexibilizar regras ambientais para montadoras

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A Agência de Proteção Ambiental (EPA, sigla em inglês) e de Segurança Rodoviária (NHTSA) dos Estados Unidos anunciaram a suspensão das normas ambientais impostas à indústria automotiva.

As regras, sancionadas na gestão Obama, previam aumentos graduais da eficiência de combustível em veículos até 2026, para reduzir a poluição. As novas medidas propostas pelos órgãos federais suspendem a meta de 23km por litro consumido entre 2020 e 2026. A proposta segue em audiência pública.

As autoridades também argumentaram que  as normas do governo Obama contribuíram para aumentar o preço médio dos automóveis em US$2.340, o que desestimularia a compra de carros novos equipados com as últimas tecnologias.

A proposta ainda tenta impedir que cada estado tenha autoridade para definir os seus próprios padrões. A Califórnia será um dos alvos principais por ter autoridade para estabelecer os seus próprios padrões de emissão através da Lei do Ar Limpo. A legislação californiana é seguida por mais de 12 estados, que totalizam 40% do mercado de automóveis do país.

Em nota, a EPA afirmou que as agências estão “cumprindo a promessa do presidente Trump aos americanos de dar uma solução sobre o tema da economia de combustível e padrões de emissão de dióxido de carbono (CO2)”.

“Nossa proposta busca atingir um equilíbrio regulatório baseado na informação mais recente e implementar uma solução para os 50 estados que permita que mais americanos comprem um veículo menos poluente, seguro, novo e mais barato”, afirma a EPA.

O governador da Califórnia, Jerry Brown, anunciou no Twitter que o estado “lutará contra esta [decisão], que considera “estúpida”.

** Com informações do jornal The Washington Post, da Associated Press