As mineradoras Norsk Hydro Brasil e Alunorte Alumina do Brasil deverão pagar 17 tipos de exames de sangue diferentes para os moradores de Barcarena, no Pará, atingidos pelo vazamento de resíduos tóxicos nos rios da região.
A decisão foi tomada pela 5ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Pará e é resultante de uma ação da Associação do Caboclos, Indígenas e Quilombolas da Amazônia (Cainquiama) contra as duas mineradoras e o estado do Pará. Cerca de 300 pessoas serão selecionadas por sorteio para os exames.
O Ministério Público Federal no estado do Pará e do Ministério Público estadual se reuniram para ouvir a população sobre as ações realizadas e identificar as necessidades da comunidade sobre os riscos à saúde e ao meio ambiente decorrentes da presença de materiais tóxicos.
Segundo as autoridades estaduais, foram abertos dois inquéritos civis foram abertos para investigar o caso e foram determinadas quatro prioridades: o atendimento às comunidades em termos de saúde, a segurança de barragem, um plano de emergência e a revisão de todo o processo produtivo da empresa por meio de auditoria.
A Secretaria de Meio Ambiente aplicou oito sanções à mineradora norueguesa, como a redução das operações e a adequação das exigências das autoridades.
** com informações do UOL




























