Ministério do Meio Ambiente paralisa combate ao desmatamento e as queimadas

(Foto: Ibama/ Vinícius Mendonça)

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) informou que paralisará, a partir de segunda-feira (31), todas as operações de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia Legal e de combate às queimadas no Pantanal.

A interrupção das operações foi decidido após a Secretaria de Orçamento Federal (SOF) bloquear os recursos do ministério. Segundo o jornal Estado de S.Paulo, a pasta apenas soube da medida quando o dinheiro já estava bloqueado.

Em nota, o MMA afirmou que foram cortados R$ 20,972 milhões em verbas do Ibama e R$39,787 milhões do ICMBio. “As operações que serão afetadas já na 2.feira (31/08) compreendem, no âmbito do combate às queimadas no IBAMA, a desmobilização de 1.346 brigadistas, 86 caminhonetes, 10 caminhões e 4 helicópteros”.

Nas atividades do IBAMA relativas ao combate ao desmatamento ilegal serão desmobilizados 77 fiscais, 48 viaturas e 2 helicópteros. No âmbito do ICMBIO, nas operações de combate ao desmatamento ilegal serão desmobilizados 324 fiscais, além de 459 brigadistas e 10 aeronaves Air Tractor que atuam no combate às queimadas.

O vice-presidente da República e presidente do Conselho Nacional da Amazônia, Hamilton Mourão, disse que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, “se precipitou” com a divulgação da nota sobre a interrupção das operações de combate a crimes ambientais.

Mourão assegurou que as ações para combate na região continuam. “O ministro se precipitou. Precipitação do ministro Ricardo Salles. O que está acontecendo: o governo está buscando recursos para poder pagar o auxílio emergencial, é isso que estou chegando à conclusão, então está tirando recursos de todos os ministérios. Cada ministério oferece aquilo que pode oferecer”, disse a jornalistas em Brasília. “Não vai ser isso que vai acontecer, não vão ser bloqueado os 60 milhões (de reais) entre Ibama e ICMBio que são exatamente de combate à queimadas e desmatamento”.

O vice-presidente  disse ainda que a Operação Verde Brasil, que combate crimes ambientais na Amazônia Legal, utiliza recursos do Ministério da Defesa para manter os agentes do Ibama e do ICMBio em campo.