A Moratória da Soja, acordo entre sociedade civil, indústria e governo que tem importante contribuição para a redução do desmatamento da Amazônia, foi renovada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).
Como diz o termo de renovação, até que não seja mais necessária. Estabelecida em julho de 2006, o acordo vinha sendo renovado anualmente desde 2008. O complexo soja – grãos, farelo e óleo – lidera a pauta de exportações de commodities agrícolas do Brasil, tendo gerado receita de US$ 31,27 bilhões em 2015.
O compromisso, que garante acesso ao mercado apenas à soja que não esteja envolvida com desmatamento, trabalho escravo ou ameaças a terras indígenas, foi ratificado pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira e pelos coordenadores do Grupo de Trabalho da Soja (GTS) – Carlo Lovatelli, presidente da Abiove (Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais); Sergio Mendes, diretor geral da ANEC (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais) e Paulo Adario, coordenador da sociedade civil no GTS e estrategista sênior de florestas do Greenpeace.
Sociedade civil e o mercado mudam as regras do jogo
No ano de 2004 o Brasil conquistava um triste recorde, com o segundo maior índice de desmatamento já registrado na Amazônia. No mesmo ano, a Cargill inaugurava um porto de 20 milhões de dólares em Santarém, abrindo as portas do mercado internacional para a soja produzida a partir do desmatamento da floresta. Um cenário trágico, com implicações irreversíveis, estava prestes a tomar forma. Na época, até 30% da soja plantada na região vinha de áreas desmatadas.
Mas o quadro começou a mudar após uma série de denúncias feitas pelo Greenpeace ligando a produção do grão na Amazônia ao desmatamento e a enorme pressão de consumidores do mundo todo. O mercado internacional reagiu a este terrível escândalo ambiental e, apenas alguns meses depois do lançamento da primeira denúncia, foi assinada a Moratória da Soja, em julho de 2006.
Fonte: Greenpeace





























