Mudança climática torna furacões mais destrutivos, aponta pesquisa

Imagem de satélite do Furacão Irma (CIRA/RAMMB/ NOAA)

A mudança climática intensificou as chuvas entre 5% e 10%, o que agravou a intensidade dos furacões mais destrutivos dos últimos anos, como o Irma e o Katrina, revela nova pesquisa publicada na revista Nature.

O estudo analisou as situações climáticas de 15 furacões tropicais nos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico.

De acordo com Christina Patricola, que conduziu o estudo, se o aquecimento global não for combatido e a temperatura subir de 3ºC a 4ºC, as chuvas dos furacões aumentará em um terço e a velocidade do vento ultrapassaria 46 km/h.

Para se ter uma ideia, se a temperatura mundial ficar 3ºC mais quente, o furacão Katrina – que matou mais de 2 mil pessoas em 2005 com o rompimento de um dique – teria 25% a mais de chuva.

“Cinco ou 10% a mais de chuva pode fazer uma grande diferença, a capacidade de carga dos sistemas de águas pluviais em uma cidade pode ser superada com a quantidade de chuvas extras”, disse James Elsner, cientista da Universidade Estadual da Flórida.

No ano passado, os Estados Unidos tiveram um prejuízo de US$306,2 bilhões em danos causados pelos furacões Harvey, Irma e Maria, que atingiram a categoria quatro e dizimaram Porto Rico.

** Com informações do The Guardian