Novo estudo responsabiliza Hydro Alunorte por contaminação no Pará

(Foto: Instituto Evandro Chagas)

Novo relatório do Instituto Evandro Chagas (IEC) concluiu que os metais tóxicos encontrados na região de Barcarena com concentração maior do que a normal tiveram origem nos processos de produção da mineradora.

A nova análise do IEC incluiu toda a cadeia de produção da empresa e encontrou vestígios de arsênio, chumbo e cádmio.

Segundo o químico Marcelo Oliveira Lima, da Seção de Meio Ambiente do IEC, após esses elementos serem retirados do solo, podem se espalhar pelo meio ambiente em diversas fases do processo de produção do alumínio. “No fim do processo industrial, só sobra alumina e alumínio. O restante fica no meio ambiente.”, explica.

No relatório, o Instituto afirma que os dados evidenciam o uso de bauxita w a presença de elementos tóxicos “que possuem alta mobilidade e disponibilidade hidrogeoquímica” em Paragominas,

“O acúmulo e o lançamento desses efluentes no ambiente sem o devido tratamento podem causar impactos ambientais irreversíveis com danos aos ecossistemas aquáticos e terrestres e também para as populações que residem nessas regiões em áreas próximas a essas atividades minerais”, conclui o documento.

O novo parecer técnico reforça as conclusões dos relatórios anteriores de que a contaminação ambiental foi causada pelo vazamento na planta da empresa.

Em nota, a Hydro Alunorte afirmou que não houve vazamento e =que avaliará o parecer técnico do Instituto Evandro Chagas.

** Com informações do Estadão