As condições climáticas de 2024, com chuvas abaixo do esperado, podem se repetir e intensificar problemas significativos no Bioma, incluindo o aumento do risco de incêndios para 2025, preveem autoridades governamentais.
Estudo inédito do MapBiomas mostra como a área coberta de água no Pantanal vem diminuindo desde 1985. Em 2023, a área alagada ficou 61% abaixo da média histórica. Por isso a Operação Pantanal 2025 irá durar o ano todo, com militares alertas para prevenir e combater incêndios florestais no Pantanal Sul-mato-grossense.
O Rio Paraguai, um dos principais cursos d’água que atravessa o Pantanal, tem mostrado uma recuperação gradual de seus níveis. Registros da Marinha, com apoio do Ecoa, apontam recuperação em Cáceres (MT), Porto Murtinho (MS) e Porto Amolar (MS), todos monitorados pela organização.
Outro fator crucial para o futuro do Pantanal são os fenômenos climáticos globais, em particular as condições no Oceano Pacífico, que influenciam a dinâmica do clima na região. O Ecoa tem monitorado a fase Neutra do Pacífico, uma condição que, historicamente, está associada a períodos de seca severa no bioma. A última grande seca no Pantanal, que ocorreu entre 2019 e 2020, também foi marcada por essa fase.
A maior planície alagada do mundo está se transformando num lugar cada vez mais seco e inflamável. Quase 60% do Pantanal já foi atingido pelo fogo nos últimos 38 anos, fazendo do bioma o mais castigado pelas queimadas em todo o Brasil.