Planeta mais quente e o Brasil com seca no norte e chuvas no sul

(Foto: Reprodução)
Mudanças climáticas: a Terra está mais quente com o El Niño.
O planeta Terra teve o mês de setembro mais quente já registrado na história. De janeiro até setembro, a temperatura média mundial ficou 1,4°Csuperior à média pré-industrial (dos anos 1850 a 1900). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Serviço de Mudanças Climáticas do Observatório Europeu Copernicus.
A Agência Americana Oceânica e Atmosférica (NOAA) alertou que quatro continentes – África, Ásia, América do Norte e América do Sul registraram o segundo agosto mais quente. Agosto de 2023 também foi o mais quente na região do Ártico e na Oceania.
Aqui no Brasil, a Amazonia está seca.
Segundo o Cemaden (Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, Regiões de Acre, Amapá, Maranhão, Piauí, Bahia, Sergipe e, principalmente, Amazonas e Pará, registraram neste ano os menores índices de chuva de julho a setembro desde 1980.
Hoje (5) em Manaus, o Rio Negro atingiu a cota de 14,90 metros e alcançou a marca de 9ª pior seca da história. Dezenas de peixes, da espécie dos pirarucus, amanheceram mortos dentro da Reserva do Abufaria, em Tapauá, interior do Amazonas.
O nível do rio Madeira baixou mais de 10 centímetros em 24 horas em porto Velho e ficou abaixo de 1,20 metro pela primeira vez na história. Segundo a Defesa Civil Municipal, se o nível não subir nos próximos cinco dias, a capital deve entrar para o estado de emergência.
Mais de 100 botos já morreram por causa da seca extrema na Amazônia devido à seca extrema na região que também afeta o transporte hidroviário e o abastecimento de água e alimentos a várias cidades da região: no Amazonas, 60 dos 62 municípios estão em estado de emergência ou de alerta. Carcaças dos mamíferos aquáticos estão aparecendo a até oito quilômetros de distância do lago, que fica na confluência dos rios Tefé e Solimões.
Tefé (AM) 30/09/2023 – Uma pesquisadora fazem medição e coleta de tecidos de botos mortos em lago no município de Tefé, no Amazonas. Para o ICMBio, há indícios de que a seca prolongada e a temperatura elevada na região possa ter causado as mortes dos animais
Foto: MIGUEL MONTEIRO/INSTITUTO MAMIRAUÁ
Enquanto isso, no Sul as enchentes continuam castigando o Rio Grande do Sul. No Vale do Rio Pardo, a chuva de granizo atingiu metade da população da cidade. Pelo menos 5 mil moradores foram afetados, já na Região das Missões, mais de 600 casas foram destruídas pelas pedras de gelo.

Imagem- Cemaden