Produtores orgânicos e convencionais doam alimentos frescos no combate à fome

Foto- Divulgação
A fome não espera. Não é só de arroz, feijão e macarrão que combatem a fome, é preciso nutrir com frutas, legumes e verduras.
Destacamos três iniciativas que estão fazendo a diferença com comunidades que não têm acesso à produtos frescos, que complementem o prato de arroz com feijão com qualidade e alimentos saudáveis e nutritivos.
O #FaçaumBemINCRÍVEL  é uma ação que recolhe os alimentos que os agricultores do distrito de Quatinga, em Mogi das Cruzes, não conseguiram vender e estão no limite da colheita. Essas hortaliças, do cinturão verde de São Paulo, é entregue para Organizações Não-Governamentais (ONGs) e comunidades carentes. Empresas e por pessoas físicas custeiam a operação.
Durante a pandemia, o projeto distribuiu 170 toneladas de produtos agrícolas, principalmente hortaliças, em 13 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, Cubatão, Praia Grande, Taubaté e Campinas. Estima-se que 170 mil famílias tenham sido alimentadas por meio desse trabalho.
Além de evitar o desperdício de alimentos levando comida à mesa de quem mais precisava, a iniciativa também ajudou a evitar demissões no campo. “Na horticultura, 40% dos trabalhadores são mulheres, muitas delas negras, de baixa escolaridade e chefes de família”, explica Simone Silotti, que iniciou o projeto com mais 15 produtores vizinhos. Ela estima que, em 2020, os prejuízos dos pequenos produtores sejam de, no mínimo, 60%
Ela se lembra de que foi dormir chorando e que, já no dia seguinte, montou uma vaquinha virtual para viabilizar a doação de toda verdura que podia se perder. Isso exigiu que ela levantasse o custo de colheita e transporte de 80 produtores para viabilizar a doação, já que muitas vezes “fica mais barato só passar o trator por cima para transformar a comida em adubo”.
A inciativa deu super certo!! Além das mais de 170 toneladas de hortaliças, escoaram 1,5 toneladas de Shimeji, cogumelo que a maioria das famílias nunca tinham visto.
O projeto foi reconhecido com o Prêmio Empreendedor Social da Folha de SP.
FAÇAUMBEMINCRÍVEL
  • 500 mil pessoas impactadas
  • R$ 1,1 milhão em recursos mobilizados
  • 160 toneladas de alimentos doadas
  • 80 produtores e 2 cooperativas
  • 600 mil maços de verduras doados a mais de 100 comunidades
Foto – Folha de S.Paulo – prêmio Empreendedor Social
Outro projeto sensacional é o Orgânico Solidário, uma plataforma sem fins lucrativos, organizado sob a forma de um fundo filantrópico que leva alimentos orgânicos para famílias em situação de vulnerabilidade social, envolvendo uma rede agricultores orgânicos que tem sua produção e renda estimuladas.
Diariamente, desde março/2020, cestas de frutas, legumes e verduras (FLV) são montadas por uma rede de operadores orgânicos que produzem e/ou adquirem alimentos de agricultores orgânicos e os entregam para uma rede de organizações/projetos sociais parceiros, gerando renda para quem produz e, principalmente, segurança para quem não tem o que comer.
Mais de 40 mil famílias, de 71 comunidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina recebem quinzenalmente uma cesta com 6 kgs de alimentos orgânicos cada. Ao todo, foram mais de 250 toneladas de comida saudável na mesa de quem mais precisa.
O grupo de produtores do Vegetais Saudáveis doou quase 6 toneladas de frutas e legumes para o Gerando Falcões, para abastecer 700 famílias com legumes e frutas. Foram doados: 2 pallets laranja (45cxs), 2 pallets limão (42cxs), 2 pallets abacate (42cxs), 2 pallets maçã (49cxs), 1 pallet caqui (60cxs), 1 pallet cenoura (35cxs), 2 pallets abóbora (50cxs) e 2 pallets tomate (50cxs).
“Está no DNA do nosso setor fomentar o consumo de alimentos frescos e essa ação tem este propósito em levar alimentos frescos para as famílias que não tem acesso. Não pretendemos parar e vamos continuar apoiando projetos como este e levando frutas e legumes para as famílias que precisam”, diz Antonio Martins, presidente do Vegetais Saudáveis e conselheiro da PMA.
Foto- divulgação Vegetais Saudáveis
Combater a fome, o desperdício e prover nutrição para quem precisa é um ato de amor e empatia.
Procure na sua região como ajudar as entidades que trabalham com ações de combate à fome ou ajude – isoladamente – quem você sabe que precisa.
Quem tem fome tem pressa.