No pior cenário, o alto índice de desmatamento, a fragilidade do governo brasileiro e as altas emissões de gases de efeito estufa (GEE) terão um impacto financeiro de R$ 20 trilhões até 2050 no Brasil, revela novo estudo publicado na revista “Nature”.
O estudo usa como base de análise três cenários de governança inspirados em momentos recentes de combate ao desmatamento. O primeiro é antes de 2005, quando o desflorestamento foi alto e o governo fraco; entre 2005 e 2011, quando as políticas de controle foram eficientes; e de 2012 a 2017, em que a governança ficou comprometida.
A partir dessas informações, foram definidos os cenários “fraco”, “intermediário” e “forte” de governança ambiental. No primeiro, o governo abandona o controle do desmatamento e incentiva a pecuária e a agricultura, e é nessa situação que o impacto financeiro de R$20 trilhões foi estimado.
O segundo cenário é o que acontece hoje, em que são mantidas as politicas ambientais de controle ao desmatamento, ao mesmo tempo, em que o Brasil tem práticas predatórias. Segundo a projeção, o custo de não controlar o desmatamento para a indústria, transporte e energia chegaria a US$2 trilhões.
O cenário forte prevê a expansão das políticas de conservação e apoio político à agenda ambiental.
Atualmente, o Brasil é o sétimo maior emissor de GEE do mundo. Se a projeção dos autores do estudo estiver correta, o país não cumprirá as metas traçadas no Acordo de Paris e o montante que não foi atingido teria que ser repassado a outros países, para que o objetivo global seja mantido.
** Com informações do Valor Econômico





























