Grupo Independente para Avaliação do Impacto Ambiental (GIAIA) publica novo relatório mostrando que as calhas dos rios Doce, Gualaxo e do Carmo estão seriamente afetadas
Os resultados ainda são preliminares, mas os únicos organismos encontrados vivos em 11 pontos de coleta foram larvas de besouro, minhocas e alguns camarões. Comparando os resultados obtidos com levantamentos anteriores realizados na calha do Rio Doce, em seus afluentes e lagos, já havia uma baixa ocorrência destes organismos.
O estudo enfatiza que “além dos organismos bentônicos terem sido afetados pelo rejeito de ferro, a comunidade do médio curso do Rio Doce, estava sofrendo com a poluição orgânica”. Houve intensa alteração na paisagem nas calhas dos rios afetados, e os estudos que o GIAIA acaba de apresentar demonstram que estamos apenas no começo do entendimento dos reais impactos socioambientais gerados pelo incidente.
Atualmente, está em curso o edital Rio Doce, idealizado por artistas que se sensibilizaram com a gravidade da situação e promoveram shows beneficentes em Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP). Os recursos obtidos por esta iniciativa foram destinados ao projeto coletivo #RiodeGente, do qual o Greenpeace participa como gestor do edital de pesquisas que está aberto a propostas até o dia 22 de março.
Serão apoiados projetos no valor máximo de 70 mil reais durante seis meses, totalizando R$ 350 mil reais.
Leia aqui o edital e as respectivas linhas de pesquisa propostas pelo coletivo #RiodeGente. “Os temas buscam gerar resultado para ajudar a entender os impactos da tragédia e gerar dados independentes para o monitoramento da recuperação do meio ambiente e compensação justa para as pessoas”, explica Nilo D’Ávila, coordenador de campanhas do Greenpeace Brasil.
Leia a íntegra do relatório “Análise da Comunidade Bentônica” do GIAIA aqui.
Quer ser um dos pesquisadores a calcular o impacto dessa tragédia? Leia mais sobre o Edital Rio Doce aqui.
Para mais informações, acesse: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Blog/existe-pouca-vida-ao-longo-do-rio-doce/blog/55849/





























