No conceito do Projeto 100 Cidades Resiliência, da Fundação Rockefeller, existem dois principais fatores que afetam a normalidade de uma cidade: choques e estresses crônicos. Choques exigem ações imediatas, pois seus impactos podem alterar a rotina da cidade assim que ocorrem. Estresses crônicos estão ligados a tendências de longo prazo, principalmente relacionadas ao clima, à área social, a situações demográficas e a mudanças econômicas.
No caso do Rio de Janeiro, uma das três cidades brasileiras que fazem parte desse importante projeto, o Centro de Operações Rio é uma das ferramentas de resiliência da cidade. Espécie de quartel-general da prefeitura, o COR integra cerca de 30 órgãos – instituições municipais, estaduais e concessionárias -, com o objetivo de monitorar e otimizar o funcionamento da cidade no dia a dia e, em especial, em grandes eventos e em crises. Além de acompanhar de perto a rotina do município durante 24 horas por dia, sete dias por semana, o Centro busca antecipar soluções e minimizar o impacto de ocorrências, alertando os setores responsáveis sobre os riscos e as medidas imediatas que precisam ser tomadas em casos de emergências como chuvas fortes, deslizamentos e acidentes de trânsito.
“A gente sempre trabalha com as cidades o conceito de que mudanças climáticas, clima e gestão de risco são elementos de resiliência. Então, por exemplo, o Rio sempre teve um foco muito grande em meio ambiente. Um dos principais projetos chama-se Florestas Cariocas que é um projeto de proteção da Mata Atlântica, reflorestamento urbano e com o objetivo também de proteção dos mananciais e água potável, redução de ilhas e ondas de calor. No Rio de Janeiro isso é muito importante. Imagina a pressão de todos os aparelhos de ar condicionado ligados no verão. Quem mais sofre são as pessoas vulneráveis, quem não tem acesso a isso, os idosos… Muitas das nossas cidades sempre tiveram uma pegada muito focada em mudanças climáticas, meio ambiente, até porque eles receberam a Rio+20 na mesma época que começaram a trabalhar conosco”, explica Helena Monteiro, gerente sênior do 100 Cidades Resilientes.
O Plano de Resiliência foi construído de forma colaborativa – com a participação de mais de 100 funcionários de cerca de 40 órgãos municipais – e de parceiros privados, da sociedade civil e dos carioca para a produção de um documento com extenso diagnóstico sobre o atual cenário de resiliência do município. O material identificou os principais riscos relacionados com as alterações climáticas na cidade, como chuvas e ventos intensos, ondas de calor, elevação do nível do mar e dengue, além de outros tipos de situações que tenham potencial para modificar a normalidade da cidade.

Tendo como base as mudanças climáticas, foram definidas três grandes áreas de foco para atuação do Rio Resiliente: Gestão Resiliente, Comportamento Resiliente e Resiliência Socioeconômica. Estas áreas serão trabalhadas com ações propositivas, que serão levadas à sociedade civil.
Conheça a estratégia para a cidade do Rio de Janeiro no Projeto 100 Cidades Resilientes – http://www.100resilientcities.org/wp-content/uploads/2017/07/estra_res_rio_port-1.pdf



























