Rios

(Foto: Reprodução)

A história das cidades tem uma relação direta com os rios. A busca por um território para se instalar um conglomerado, um vilarejo ou uma cidade, uma condição é básica: estar ao lado de um rio. O motivo sempre foi o de sobrevivência. Todos os animais, inclusive o homem só sobrevivem com um alimento essencial, a água e por isso o amor pelos rios sempre esteve ligado à vida.

Podemos citar alguns históricos como: Tigre, Eufrates, Nilo, Congo, Yang- Tsé, Huang-Ho, Ganges, Volga, Danúbio, Mississipi e Amazonas. Os romanos avançaram e criaram os primeiros dutos de transporte propiciando a busca da água em maiores distância, mas sempre tiveram o rio como o alvo.

Na sociedade moderna, o rio continua sendo vital, mas, as novas populações dão pouca ou nenhuma importância aos mesmos rios que foram o sentido principal da humanidade.

Para ficarmos com nosso exemplo, a principal cidade do Brasil, São Paulo, matou seus rios: Tietê, Tamanduateí, Pinheiros e outros. O desafio é buscar, cada vez mais longe, a água com problemas de abastecimento.

Pelo país a fora a situação é a mesma: o São Francisco cada vez mais seco; o Doce, contaminado, todos moribundos ou mortos. O Amazonas, Tapajós, Negro,

Teles Pires, Tocantins, Araguaia, Paraná e Paranapanema estarão salvos, até quando?

Há também exemplos de recuperação no mundo, como Sena, que corta a cidade de Paris. Aqui em São Paulo, na década de 90, o governo do estado adotou a bandeira de recuperação do rio Tietê. De lá prá cá, com certeza, foram gastos milhões de dólares e continuamos com um rio de esgoto a céu aberto.

As últimas gerações fracassaram na luta pela recuperação de nossos rios. É um desafio para as futuras gerações. A medida é urgente. Espero que todos compreendam que sinal de Wi-Fi não é condição básica para vida, mas o rio é.