Uma pesquisa realizada pela Consulfarma e pelo IPUPO Educacional constatou que 65% da população não usam filtro solar diariamente. Em 2015, esse percentual era de 53%.
Em entrevista a Revista Veja, o pesquisador em Cosmetologia e idealizador do estudo, Lucas Portilho, disse que “a redução no uso diário do filtro mostra que a conscientização não fez com que a população fizesse uso correto e diário do fotoprotetor. Talvez pelo alto custo e situação de crise financeira que se instaurou”.
Presente na natureza em níveis mais expressivos do que a radiação UVB (que causa queimaduras solares), a radiação UVA é muito perigosa. “Diferentemente da UVB, a radiação UVA atravessa vidros e janelas e penetra profundamente na pele, chegando até a derme, camada mais profunda da pele e onde se localizam as fibras de colágeno e elastina, gerando uma quantidade altíssima de radicais livres”, explica Portilho que atua no desenvolvimento de filtros solares há mais de 10 anos.
Apesar do índice não ser animador em relação ao uso diário do protetor, a pesquisa – realizada com 1307 pessoas de 21 capitais brasileiras – constatou que o número de pessoas que ignora a proteção UVA ao comprar um filtro solar vem diminuindo ano a ano: representava 77% em 2014, 71% em 2015 e 51% em 2016.
A exposição prolongada ao sol sem o uso de filtro solar é um dos fatores que contribui para o surgimento do câncer de pele não-melanoma (não maligno), o mais incidente no Brasil. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa de casos em 2016 é de 175.760, sendo 80.850 homens e 94.910 mulheres.
A pesquisa ainda demonstrou outros hábitos dos consumidores em relação ao uso do filtro solar:
- 69% dos entrevistados não reaplicam o fotoprotetor, percentual igual ao de 2015 (71% em 2014);
- Metade da população não utiliza o produto em dias nublados (74% 2015 e 70% em 2014);
- FPS 30, 50 e 60 são os preferidos dos usuários
- Apenas 6% consultam o dermatologista para indicação do melhor filtro (13% em 2015 e 14% em 2014)
- 32% aplicam o produto apenas no rosto (53% em 2015 e 52% em 2014)
- 41% se expõem ao sol apenas pela manhã por acreditar ser o horário mais seguro (52% em 2015 e 55% em 2014)
- Apenas 7% utilizam roupas para se proteger do sol (10% em 2015 e 8% em 2014).
** Com informações da Veja






























