Brasil não participou do encontro que reuniu, entre líderes latino-americanos, os presidentes da Argentina e do México. A intenção promover ações efetivas contra emissões de metano, antes da COP26, reunião da ONU sobre o clima marcada para novembro. Embora seja menos abundante que o CO2, o metano é muito mais poderoso na captura de calore seu impacto sobre o aquecimento global é 80 vezes maior que o CO2, a curto prazo.
No chamado Fórum das Grandes Economias, o presidente dos Estados Unidos convocou colegas on-line, para esforços no combate à mudança climática, antes da COP26, entre 1º a 12 de novembro.
Biden quer o comprometimento dos países para reduzir as emissões de gás metano em 30% até 2030, para melhorar a saúde pública e agricultura”, afirmou em seu discurso. Estigmatizado por ações contraditórias sobre o comprometimento do Brasil para zerar emissões de carbono até 2050, Bolsonaro ficou de fora das discussões que visam minimizar o problema na próxima reunião da ONU.
O retrato do descrédito é fulminante, com o país em chamas, preconizado por desmonte de órgãos de fiscalização e a boiada que passou sem punição aos criminosos do campo. O próprio presidente brasileiro disse no final de agosto que “questão ambiental atrapalha um pouquinho”, em relação a Biden. Imagine na Europa então.
A Casa Branca anunciou que Biden espera usar o fórum de líderes depois da COP26 para continuar pressionando por medidas para combater as mudanças climáticas.
“Posso garantir que estamos avançando para mobilizar US$ 6 bilhões – cerca de R$ 32 bilhões/ano”, para os países envolvidos disse Biden.